Black Friday. Vai dar um desconto ao seu cliente? Saiba como calcular o preço justo

A preocupação com o preço que deve ser colocado em algo é bem comum. Grande parte dos empreendedores tem dificuldade em precificar e muitos estão frequentemente em dúvida se o preço que colocam é competitivo e justo. Durante as promoções de Black Friday, é esperado que você oferece um desconto ao seu cliente.

Mas esse desconto não pode ser tanto a ponto de você não ganhar nenhum lucro com o produto, certo? Lembre-se disso.

De uma maneira geral, há dois jeitos de decidir o preço: o primeiro é fazer um cálculo com base nos custos e despesas dispensados ao produto, e o segundo é definir o preço de venda com base no mercado e nos clientes. Muitos especialistas defendem que o melhor jeito é fazer os dois ao mesmo tempo! Afinal, o preço precisa justificar os custos, mas também precisa ser atrativo para que os clientes se interessem e possam comprá-lo.

Um erro bem comum é basear o preço nos concorrentes. Lembre-se que cada empresa tem custos diferentes e você, que é dono de uma pequena farmácia, por exemplo, talvez nunca consiga oferecer o mesmo preço dos produtos vendidos em uma grande farmácia, com muitas filiais e largos estoques. É necessário que o seu valor sustente o custo do seu negócio, senão, será inviável. Saiba os valores da concorrência, mas entenda que nem sempre é possível competir com eles.

Primeiramente, então, pense nas despesas que você tem para fornecer aquela mercadoria: impostos, gasolina, funcionários, componentes essenciais para a fabricação dos produtos, materiais de escritório, marketing, distribuição, tempo (esse é muito importante), entre outras coisas. Mesmo os itens que não contribuem diretamente para a produção do produto (mas que fazem parte dos custos do negócio) devem ser contabilizados. Isso tudo influencia diretamente no valor que será cobrado.

O ideal, o cenário que todos os empreendedores gostariam de ter, é o de conseguir produzir e ganhar mais utilizando e gastando o mínimo. Às vezes (infelizmente, não é sempre), é possível diminuir os custos na produção e garantir boas ofertas aos consumidores sem se arriscar muito.

Mas atenção! Um grande volume de vendas, não é, necessariamente, sinônimo de lucro. Talvez os seus produtos e serviços estejam sendo escolhidos por estarem muito abaixo dos concorrentes e isso, apesar de ser ótimo para a sua carteira de clientes, é um grande perigo à questão financeira do seu negócio.

Fixe uma margem de lucro: é ela que dá sentido à existência do seu negócio. Não faz sentido trabalhar se for para cobrar apenas o suficiente para cobrir os seus custos. Na hora que o faturamento da empresa é suficiente apenas para que ela sobreviva, vale repensar o que está dando errado e encontrar soluções para melhorar o andamento do negócio.

Portanto, após avaliar suas despesas e preço dos concorrentes, quando for precificar, não esqueça do mais importante: estimar o percentual de lucro desejado.

Saber precificar proporciona melhores resultados ao seu empreendimento e faz com que você cresça. Converse com seus clientes, com seus concorrentes, fique por dentro do que está acontecendo no mercado e também na economia. Informe-se, atualize-se sempre. Um bom empreendedor está sempre procurando formas de melhorar seu negócio, e, consequentemente, seu lucro.

Boas vendas!

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